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5º Ano Fundamental – Produção de Textos

A leitura diária é uma necessidade para o letramento.  Para fazer avançar a escrita, a prática não pode ser um ato descompromissado, sem foco. Mas ler para escrever bem exige intenção e um encadeamento bem definido de atividades, que tenham como principal objetivo mostrar como redigir textos específicos. (Aprendendo a Escrever, Ana Teberosky).
As propostas indicadas, neste trimestre, para o grupo de 5º ano foram a escrita de uma carta e a criação de um monstro caseiro. Com conhecimento, reflexão e vocabulário o grupo conseguiu desenvolver textos com destreza e facilidade.

Professoras Monica e Sabrina

Os alunos do 5º ano escreveram uma carta para o autor Daniel Munduruku contando as próprias impressões a respeito da cidade grande ou da vida urbana que tanto assustam a criança indígena. Apreciem a leitura.

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São Paulo, 05 de setembro de 2012.

Olá Daniel,

Eu sou Rafael, uma criança leitora sua. Estou mandando esta carta para o senhor, pois li seu livro “O diáro de Kaxi” e gostei do jeito que o menino indígena classificou as casas, os prédios e o elevador.
Gostei muito e dei várias gargalhadas com esta parte do livro, mas isso além de engraçado, está errado. Por aqui as coisas são incríveis! A cidade grande tem culinárias ótimas, casas e prédios inovadores e tecnologia avançada.
Esse livro foi bom para mim, pois amo os índios e gosto do seu contato com a natureza.
Atenciosamente,

Rafael Revoredo

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São Paulo, 20  de setembro de 2012.

Boa tarde, senhor Daniel Munduruku,

Meu nome é Maria Fernanda e tenho 9 anos de idade.
Nossa cidade deve ser mesmo muito diferente para vocês, mas ela tem muito a nos oferecer, como: parques bonitos, museus, restaurantes de vários tipos de comida (português, italiano, alemão, japonês, churrascarias, etc.).
Os parques têm muitas árvores, flores, frutas e, ainda por cima, têm vários parques ecológicos.
Os museus são grandes e bonitos, têm esculturas e quadros famosos e antigos.
Sei que não gostou de nossas moradias, mas são muito bonitas e aconchegantes e os prédios têm muito lazer, com playgrounds, piscinas, quadras, fitness, sauna.
Imagino, também, que não tenha gostado das favelas, pois são sujas, as pessoas que lá vivem têm pouca higiene, má alimentação e saúde.
As crianças da cidade grande vão para a escola e lá aprendem, fazem muitos amigos, se divertem e têm uma grande relação.
Nossa cidade é muito boa de se viver, então você deve gostar dela e não ser contra.
Espero que quando voltar traga a família para conhecer os parques, restaurantes, museus, escolas, etc.
Atenciosamente,

Maria Fernanda I. O. Jesus

 

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São Paulo, 20 de setembro de 2012.

Caro Daniel,

Estou lhe enviando essa carta para dizer que eu achei muito interessante o seu livro e que você foi muito sincero na hora de escrever.
Para o indígena é muito estranho mesmo, mas a cidade tem muitas qualidades e também alguns defeitos, como todo lugar tem. Esse espaço urbano é bom de se viver.
Já imagino porque escreveu esse livro, mas a cidade tem muitas coisas boas para oferecer.
Todos que moram nessa cidade precisam ajudar um pouco com esse assunto tão falado, a poluição, mas de pouquinho em pouquinho vamos conseguir fazer a cidade melhor!
Daniel, espero que você tenha mudado de opinião.
Obrigada,

Sarah G. Andrade

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São Paulo, 21 de setembro de 2012.

Caro Daniel Munduruku,

Gostaria de dizer que em uma aula de Língua Portuguesa lemos o seu texto: “Na caixinha de morar” e, atualmente, é um dos meus textos favoritos, pois sempre quis saber o que os indígenas acham da cidade grande.
Também acho minha cidade um pouco estranha, pois a relação entre as pessoas não é tão boa. Infelizmente existem brigas, discussões… Apesar do lazer ser bom, tendo museus e paradas culturais, a moradia tem muitos recursos, as ruas são arborizadas. Penso que devemos ter a responsabilidade de não jogar lixo no chão, pois isso está fazendo um mal muito grande para nossa cidade.
Pensando em tudo isso, resolvi escrever essa carta para agradecer-te, pois seu texto me ajudou a perceber as diferenças entre as opiniões e lugares.
Grata,

Giovanna Zacarella de Moraes

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São Paulo, 21 de setembro de 2012.

Prezado Daniel Munduruku,

Meu nome é Giovana, tenho 10 anos.
No meu livro de Língua Portuguesa está escrito um trecho de seu livro “O diário de Kaxi”: Um curumim que descobre o Brasil e nele está escrito o que Kaxi pensa da cidade. E ao ler o texto percebi que ele achou muito estranha a cidade.
É claro que a cidade é muito diferente das aldeias. Mas para ajudar Kaxi a entender melhor como é aqui, vou explicar.
Aqui nós brincamos, vamos em praças, trabalhamos, estudamos, viajamos para conhecer outros lugares, vamos aos museus, shopping, nas casas dos colegas, da família… O que eu não gosto daqui é a desigualdade. Tem pessoas que têm tudo e outras que moram até nas ruas. Fico com muita dó quando vejo isso.
Espero que Kaxi venha mais vezes aqui.
Grata pela atenção,

Giovanna TerçariolTerêncio de Melo

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São Paulo, 21 de setembro de 2012.

Caro Daniel,

Eu sou João, tenho 10 anos e moro em São Paulo. Em uma das atividades no meu livro de Língua Portuguesa pedia para que eu lesse um trecho de seu diário sobre a cidade grande.
Eu penso que ela é um bom lugar para morar, apesar de seus problemas. Tenho certeza que você acostumará.
Minha opinião é que as casas são arrumadas e são bons lugares para viver, nós temos muitas opções de lazer, como parques, museus, cinema, etc. Se você procurar, encontrará muitas coisas divertidas.
Sobre o contato com a natureza, temos lugares que falam sobre esse assunto, mas não tanto (pelo menos que eu conheça). Temos muitas árvores, plantas… Nós temos muitos jeitos de nos comunicar, como a carta que estou escrevendo agora, o telefone, celular, internet (e mail e redes sociais…) entre outras.
Cheguei à conclusão que nossas culturas se dão muito bem juntas.
Gostei de sua opinião sobre a cidade grande.
Grato,

João Pedro Peloia

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São Paulo, 21 de setembro de 2012.

Caro Daniel Munduruku,

Em minha escola tivemos uma proposta de lermos umas das suas histórias.
Eu acho muito criativo você escrever sobre o que acha da cidade. Na minha opinião, a vida em uma tribo deve ser muito interessante viver perto dos animais, conviver com seus companheiros, ficar longe de carros e fábricas. Não deve ser fácil, mas chato não é.
As casas aqui são grandes, mas também existem pequenas. Muitas pessoas moram nas ruas. Às vezes, eu penso por que as pessoas se acham tão diferentes se elas são iguais.
A convivência entre os seres daqui não é boa, ninguém respeita ninguém, brigas, discussões, cada pessoa só cuida do seu próprio nariz.
Cheguei à conclusão que a vida em uma tribo é melhor do que a vida na cidade. Ficar com os animais, viver ao ar livre, nas cidades grandes, não existe.
Grata,

Kayane  Kamila França Maciel

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São Paulo, 21 de setembro de 2012.

Prezado Daniel Munduruku,

Olá, sou Vitória e vou escrever um pouco sobre a cidade grande.
Gosto da cidade, porém penso que a política deve ser levada mais a sério: muitos políticos fazem palhaçadas e compram votos, prometendo várias coisas; mas eu acredito que se eles fazem isso já não tem mais o básico: a ética.
A natureza, então, na cidade grande, nem todos apreciam e cuidam dela do jeito correto. Jogam lixo nas ruas, plantas, matas, mares, rios entre outros. Já na tribo, todos respeitam a natureza, pois sem ela não vivemos e só devemos pegar coisas dela para nossa sobrevivência.
Moradia, um dos diversos tipos que temos é o prédio. É bom, pois utiliza, além do espaço plano, o espaço ampliado para cima. Porém os problemas de moradia são vários: há umas bem sofisticadas, mas há outras em péssimos lugares, como comunidades, morros e lugares que não têm boa aparência e segurança.
A desigualdade social é imensa, pessoas com muito dinheiro e jogando comida fora, enquanto outras sobrevivem por migalhas.
Uma das piores coisas é a violência. Hoje em dia o policial arrisca a vida demais, comparando com antigamente. São perigos, armas potentes, assassinatos e roubos.
Apesar de tudo, gosto da cidade grande, pois é aqui que eu sinto em casa.
Atenciosamente,

Vitória Silva Guerra

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